A Anestesia

A ANESTESIA 

A anestesia é um estado de ausência completa de qualquer sensação. Apesar de ser um termo muito amplo, o seu uso refere-se principalmente ao procedimento médico que evita que o paciente sinta dor. A equipa de anestesia está formada por um médico anestesista e por um enfermeiro de anestesia. O anestesista é o profissional que induz a anestesia, e em colaboração com o enfermeiro de anestesia, monitoriza todas as funções vitais (frequência cardíaca, respiração, pressão arterial, temperatura corporal, nível de consciência, etc.), mantendo-as sempre dentro dos parâmetros normais. 

Antes da cirurgia, o anestesista terá uma entrevista com o paciente na qual tomará conhecimento sobre: 

  • A história médica anterior e atual do paciente, seus respectivos exames físicos e complementares. 

  • Qualquer medicamento, suplementos alimentares, etc. que tenha consumido nas últimas semanas. 

  • Alergias a qualquer medicamento ou alimento 

  • Jejum pré-operatório, que em regra deverá ser de 8 horas para alimentos sólidos ou leite e de 6 horas para outros líquidos. 

TIPO DE ANESTESIA

Existem diferentes tipos de anestesia. Cabe ao médico anestesista decidir em conjunto com o utente, qual é a técnica anestesica mais adequada. Para o tratamento do CFA é necessária a realização de uma anestesia geral. Esta vai permitir o bom relaxamento muscular necessário para o tipo de cirurgia que realizamos. A anestesia geral consiste na administração de medicamentos que mantem o paciente inconsciente, sem dor e imóvel durante o procedimento. 

 

O RISCO DA ANESTESIA 

Todas as cirurgias supõem um risco e este depende de vários factores: o tipo de cirurgia, a patologia prévia do paciente (Hipertensão, diabetes, arritmias, anginas, ...), hábitos pouco saudáveis (tabaco, obesidade, alcoól, ...) e a emergência da cirurgia (pacientes politraumatizados, acidentes de viação,...). 

O risco, como em todas as facetas da vida, não se pode eliminar totalmente.
Os avanços da medicina com a introdução de novos fármacos muito mais seguros, novos equipamentos, novas técnicas anestésicas e uma excelente formação do anestesista e das equipas de enfermagem têm conseguido que hoje em dia a anestesia seja uma técnica muito segura. 

Durante toda a cirurgia, toda a equipa de anestesia está em alerta permanente, mantendo o paciente nas condições ideais para a realização da cirurgia e com ausencia absoluta de dor.