A Cirurgia

O PACIENTE NO BLOCO OPERATÓRIO 

Quando chega ao Hospital, o paciente é acompanhado ao internamento onde vai ser recebido por um elemento de enfermagem. Posteriormente será encaminhado para o quarto onde será fornecida uma roupa adequada e efectuados preparativos para a cirurgia. O paciente encontra-se então pronto para ser encaminhado para o Bloco Operatório, onde vai ser recebido pelo Enfermeiro Manuel Padin (Coordenador de Enfermagem da Unidade da Anca). Em seguida entrará na sala de operações onde o espera o Dr. Cruz de Melo. Serão monitorizados todos os parâmetros vitais e iniciada a anestesia. Este tipo de procedimento implica sempre a realização de uma anestesia geral. 

Uma vez concluída a cirurgia, o paciente acorda da anestesia ainda na sala de operações, mas já na sua cama do serviço de recobro pós- anestésico. Da sala de operações sairá com um ou vários cateteres endovenosos (soros) que servem para administrar líquidos e medicamentos. Igualmente terá uma sonda vesical (a sua colocação é feita antes da cirurgia mas já com o doente anestesiado), que se introduz até a bexiga e serve para eliminar a urina. 

Os enfermeiros do Bloco Operatório e o Anestesista transferem o paciente para o serviço de cuidados pós-anestésicos, onde permanecerá permanentemente vigiado cerca de 1 a 3 horas. Os enfermeiros dessa unidade estarão nessa fase muito atentos a todos os parâmetros vitais, avaliando e controlando frequentemente a sua frequência cardíaca (pulso), tensão arterial, respiração, etc. O paciente quando têm alta do recobro (unidade de cuidados pós- anestésicos) será acompanhado para o internamento por uma enfermeira, onde ficará a recuperar. Uma vez no seu quarto, os Enfermeiros vão indicar-lhe quando deve iniciar a alimentação, começando por líquidos e evoluindo progressivamente até uma dieta normal. 

 

 

 

A ANESTESIA 

A anestesia é um estado de ausência completa de qualquer sensação. Apesar de ser um termo muito amplo, o seu uso refere-se principalmente ao procedimento médico que evita que o paciente sinta dor. A equipa de anestesia está formada por um médico anestesista e por um enfermeiro de anestesia. O anestesista é o profissional que induz a anestesia, e em colaboração com o enfermeiro de anestesia, monitoriza todas as funções vitais (frequência cardíaca, respiração, pressão arterial, temperatura corporal, nível de consciência, etc.), mantendo-as sempre dentro dos parâmetros normais. 

Antes da cirurgia, o anestesista terá uma entrevista com o paciente na qual tomará conhecimento sobre: 

  • A história médica anterior e atual do paciente, seus respectivos exames físicos e complementares. 

  • Qualquer medicamento, suplementos alimentares, etc. que tenha consumido nas últimas semanas. 

  • Alergias a qualquer medicamento ou alimento 

  • Jejum pré-operatório, que em regra deverá ser de 8 horas para alimentos sólidos ou leite e de 6 horas para outros líquidos. 

TIPO DE ANESTESIA

Existem diferentes tipos de anestesia. Cabe ao médico anestesista decidir em conjunto com o utente, qual é a técnica anestesica mais adequada. Para o tratamento do CFA é necessária a realização de uma anestesia geral. Esta vai permitir o bom relaxamento muscular necessário para o tipo de cirurgia que realizamos. A anestesia geral consiste na administração de medicamentos que mantem o paciente inconsciente, sem dor e imóvel durante o procedimento. 

 

O RISCO DA ANESTESIA 

Todas as cirurgias supõem um risco e este depende de vários factores: o tipo de cirurgia, a patologia prévia do paciente (Hipertensão, diabetes, arritmias, anginas, ...), hábitos pouco saudáveis (tabaco, obesidade, alcoól, ...) e a emergência da cirurgia (pacientes politraumatizados, acidentes de viação,...). 

O risco, como em todas as facetas da vida, não se pode eliminar totalmente.
Os avanços da medicina com a introdução de novos fármacos muito mais seguros, novos equipamentos, novas técnicas anestésicas e uma excelente formação do anestesista e das equipas de enfermagem têm conseguido que hoje em dia a anestesia seja uma técnica muito segura. 

Durante toda a cirurgia, toda a equipa de anestesia está em alerta permanente, mantendo o paciente nas condições ideais para a realização da cirurgia e com ausencia absoluta de dor. 

 

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